segunda-feira, 28 de março de 2011

Nossa responsabilidade para com o meio ambiente

Autora: Leila Melhado
 
O que iremos deixar para as gerações futuras? Como reatarmos com a mãe Natureza através de pedidos de desculpas por inúmeros atos de insanidade, crueldade e ignorância?
Todos nós poderemos em comunhão com a natureza (ensinam os gloriosos Boff e Hans Jonas" - a ética da responsabilidade associada à ética da compaixão interligando-se ao entendimento com a natureza") modificarmos o nosso ecossistema.
Essa aliança transformará,sim as novas gerações! A perfeita integração de novas atitudes,com os princípios básicos de respeito, amor e compaixão com a natureza.
É preciso ter consciência que cada ação individual contribuirá para melhorar o nosso Meio Ambiente. Entre as várias maneiras de ajudar a preservar o nosso bairro, a nossa cidade,o nosso Estado, o nosso País e por que não o mundo é a integração entre políticas e planejamento. O envolvimento de amplos segmentos sociais, a participação popular, o incremento da cidadania e a consolidação de parcerias são tomadas como premissas básicas. Comecemos a reciclar o lixo e aproveitando os alimentos por inteiro, evitaremos o desperdício.
Também devemos:
  • diminuir o consumo de energia,
  • evitar banhos demorados;
  • utilizar tecnologias com o uso de fontes energéticas renováveis;
  • preocupar-nos em desligar as luzes dos ambientes vazios;
  • evitar o consumo exagerado;
  • não comprar produtos com muitas embalagens(que só multiplicam o lixo);
  • substituir o carro que emite 4,5 toneladas de carbono por ano, pela bicicleta;
  • usar mais o transporte coletivo;
  • andar a pé ou de carona.
Todas estas são atitudes que podem colaborar na minimização do processo de aquecimento pelo qual o planeta vem passando.
É necessário rever comportamentos e, muitas iniciativas individuais, coletivas e empresariais, mostram que é possível mudar!
  • Tirar os aparelhos das tomadas;
  • desabilitar a proteção de tela do computador, que gera um consumo desnecessário de energia;
  • ter a nossa própria caneca para evitar desperdício de copinhos de àgua e café;
  • usar mídias regraváveis, drives USB e o e-mail, ao invés de CDS e DVDS tradicionais feitos de plástico.
  • Evitar trocar de celular por puro impulso e,quando o fizer, deixe o modelo antigo na revendedora para reciclagem.
Com o aumento populacional o setor agrícola teve de produzir mais alimentos e, consequentemente, o uso de fertilizantes químicos corroborou para grandes danos ao solo e a saúde humana. É preciso saber que o amplo emprego de adubos químicos causa desequilíbrio ao ecossistema, como o aumento de insetos e microorganismos nas plantações. Para exterminar o surgimento de doenças e pragas, a prática mais comum é a aplicação de agrotóxicos que culminam por contaminar o solo, os rios, lagos, mananciais, além de interferir na vida aquática.
Os metais pesados presentes nos fertilizantes contaminam os alimentos ingeridos pelo homem trazendo sérios problemas à saúde, como a osteoporose, câncer e doenças no sistema nervoso. Para tentar melhorar essa situação, a Agenda 21 brasileira recomenda criar políticas legais, educacionais e científicas de programas de monitoramento e de controle da presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos e na natureza. Então a necessidade da produção de técnicas naturais, alimentos orgânicos, que além de dispensar o uso de agrotóxicos, também incentivam a conservação do solo e da água e a redução da poluição. Mas, para que essa intenção tenha êxito, é necessária a participação de produtores e consumidores.
O álcool(etanol) é um excelente combustível. É uma fonte de energia renovável e menos poluidora que os derivados de petróleo que poluem o ar por conta da emissão dos gases tóxicos que causam o efeito estufa, como o dióxido de carbono(CO2), além de hidrocarboneto, dióxido de enxofre e solventes (todas essas substâncias provocam problemas respiratórios, casos crônicos de bronquites, além de irritabilidade nos olhos e problemas pulmonares; como o enfisema).
Há a necessidade do extermínio das queimadas, pois as plantações de cana de açúcar, ainda utilizam esse método. O excesso de produtos químicos, como os clorofluorcarbonos-CFCs-encontrados em aerossóis, como os extintores de incêndio, alguns solventes, além de aparelhos de ar-condicionado e refrigeração, reduzem o bom ozônio e provocam buracos em sua camada.
Em vinte anos, áreas costeiras como a Baía de Guanabara, estarão sob risco por falta de oxigênio na água; nenhum organismo que depende de oxigênio conseguirá sobreviver. Isto acontecerá porque as águas costeiras recebem uma quantidade cada vez maior de dejetos industriais e residentes e agentes contaminantes, como metais pesados, fertilizantes e agrotóxicos. As águas podem ser povoadas por micróbios que não precisam de oxigênio para sobreviver e que a mantém tóxica. Essas bactérias produzem substâncias como o ácido sulfídrico. A água fica com cheiro de ovo podre e torna-se uma zona morta permanente (a quantidade de oxigênio é menor do que 0,2 milímetro para cada litro de água),isso é conhecido como hipóxia. Ela ocorre quando há multiplicação de bactérias aeróbicas, além do normal, consumindo todo o oxigênio da água.
A fauna e a flora marinhas morrem ou migram para onde há mais oxigênio. Com o tempo a hipóxia mata as bactérias aeróbicas e a água volta a apresentar níveis normais de oxigênio, porém esse processo pode ser interrompido pelos micróbios anaeróbicos.Segundo o professor Alexandre Turra do Instituto Oceanográfico da USP, o mesmo processo ocorrerá em trechos na Baixada Santista e na região portuária de Salvador e a região próxima da Cosipa em Cubatão (SP). O mundo tem cerca de 400 zonas costeiras mortas que cobrem uma área de mais de 245 mil Km2, o equivalente ao Estado de SP.
Todas estão ligadas às explorações humanas, como o Delta do Mississipi, no Golfo do México. Havia uma atividade pesqueira intensa na área até meados da década de 1970; hoje ela está morta. Se o Brasil não investir em saneamento o mesmo acontecerá em grandes áreas brasileiras. É preciso regulamentar as frotas pesqueiras e utilizar uma espécie de radar para evitar a pesca predatória!
O Estado de Minas Gerais derrubou 32.728 hectares de mata atlântica entre 2005 e 2008 (segundo a SOS Mata Atlântica). O consumo inadequado de papel está ocasionando uma irrefreável diminuição das florestas.
Creio que há saídas sustentáveis para assegurar com consciência, atitudes e sentido ético à sobrevivência do nosso amado planeta.

Fonte: CenedCursos

domingo, 27 de março de 2011

Vinte capitais brasileiras ficam no escuro na Hora do Planeta

Ação da ONG WWF ocorreu neste sábado em 130 países em todo o mundo

Entre 20h30 e 21h30 deste sábado, casas, empresas, prédios públicos e monumentos de 123 cidades brasileiras ficaram voluntariamente no escuro por uma hora. A ação batizada de Hora do Planeta foi orquestrada pela organização não-governamental internacional Worl Wildlife Fund (WWF) para alertar o o mundo do perigo do aquecimento global. Além do Brasil, outros 130 países participaram da ação.
No Brasil, 20 capitais participaram da Hora do Planeta, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Belo Horizonte, Salvador, Florianopólis, Fortaleza, Curitiba e João Pessoa. Em alguns pontos do País, houve um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do terremoto no Japão e das enchentes na serra fluminense.

Leia mais em: Último Segundo

Time-lapse: a Hora do Planeta em Porto Alegre



sexta-feira, 25 de março de 2011

A Educação Ambiental e a Gestão dos Recursos Humanos na Gestão Ambiental

Embora seja lugar comum dizer que a abordagem ambiental deva ser holística e que devemos pensar globalmente e agir localmente, o que percebemos muitas vezes é uma práxis que reforça o ambientalmente incorreto dito popular que diz que em casa de ferreiro o espeto é de pau.


O tema meio ambiente entrou definitivamente na pauta de discussão da nossa sociedade. É verdade que os meios de comunicação, a produção literária - científica e pedagógica, as iniciativas públicas e privadas, as ONG's e as pessoas de uma forma em geral, pressionados pela anunciada catástrofe ambiental a que estamos submetendo o planeta através de práticas danosas cometidas por todos nós, indivíduos e coletividade, ou seja, você e eu, também colaboram para que o assunto tenha tamanha repercussão. Seja através de discussões técnicas e científicas ou de posturas ideológicas e apaixonadas pela causa, o fato é que a temática ambiental vai, pouco a pouco, sendo inserida e incorporada pela nossa sociedade como um divisor de água na busca de uma melhor qualidade de vida.
Pesquisas realizadas com diferentes públicos - professores universitários e de ensino fundamental, alunos universitários e empregados de grandes empresas brasileiras revelam que a maioria dos entrevistados considera meio ambiente importante. A maioria também se interessa pelo tema e considera que a qualidade ambiental é fundamental para a sobrevivência – nossa e do planeta, concluindo ser possível conciliar meio ambiente com desenvolvimento.
Embora seja lugar comum dizer que a abordagem ambiental deva ser holística e que devemos pensar globalmente e agir localmente, o que percebemos muitas vezes é uma práxis que reforça o ambientalmente incorreto dito popular que diz que em casa de ferreiro o espeto é de pau. Apesar dos avanços, a gestão ambiental continua, ainda hoje, centrada, na maioria das vezes, na aquisição de equipamentos de controle ambiental, não levando em consideração aspectos importantes relacionados à cultura das pessoas.
De fato a degradação ambiental põe em risco a saúde do planeta e de seus habitantes. As medidas mitigadoras colocadas em práticas não resolvem de todo a questão, apenas – como o próprio nome anuncia, atenuam um quadro ascendente de problemas socioambientais.
As práticas de controle ambiental são recentes e ainda não foram totalmente incorporadas pelas empresas, seja pelo seu alto custo ou pela falta de conscientização. Existe toda uma cultura que precisa ser estimulada para uma nova concepção na relação do homem com o meio ambiente. Percebe-se que pouco adiantarão tecnologias de controle ambiental de última geração se as pessoas não refletirem sobre o seu comportamento no que se refere ao consumo e ao uso insustentável dos recursos naturais.
Este cenário coloca à mesa uma discussão que passa pela revisão de conceitos e será necessário que cada indivíduo compreenda a importância de estar comprometido com a qualidade ambiental da sua cidade, do seu bairro, da sua casa e do seu posto de trabalho. Parafraseando o imperador romano, não basta apenas estarmos comprometidos, temos que demonstrar este comprometimento colocando em prática os princípios básicos de sustentabilidade.
No entanto, existe uma cultura arraigada em pressupostos que acredita de fato que em casa de ferreiro o espeto é de pau, quando na verdade deveria ser estimulada a refletir e perceber que em casa de ferreiro na maioria das vezes o que temos é sucata de sobra e que cada um de nós é na verdade um ferreiro a produzir diariamente uma quantidade enorme de sucatas.
As pessoas de um modo em geral não percebem que a degradação ambiental é resultado do modelo que escolhemos para sobreviver, não reconhecendo nas suas relações com o meio os impactos produzidos por este modelo. De fato é pouco usual a conjugação do verbo poluir na 1a pessoa. Quando o sujeito não é indefinido (alguém polui), se encontra na 3a pessoa do plural: eles poluem.
Ações de controle ambiental são fundamentais na busca de uma melhor qualidade de vida, pensar globalmente e agir localmente também. No entanto, atuamos muitas vezes desconsiderando fatores fundamentais relacionados à cultura das pessoas e das instituições que as abrigam.
Nem sempre estabelecemos afinidades com o público alvo de nossas ações ambientais. Informamos ao invés de nos comunicar. De uma hora para outra meio ambiente passa a ser uma coisa importante e todos devem zelar por ele. No entanto, pode ocorrer das pessoas sequer saberem o que é meio ambiente e neste caso, incorremos no velho modus operandi de controle ambiental no final da linha, quando na verdade deveríamos estar atuando na causa e não somente na conseqüência. A formação de uma consciência crítica em relação a este processo é fundamental para a busca de soluções que não sejam somente mitigadoras, passando a ter um caráter mais preventivo e educativo.
No entanto, para que uma gestão ambiental seja bem sucedida é necessário que ocorram mudanças nas atitudes, nos padrões de comportamento e na própria cultura das instituições.
Para alcançar o compromisso das pessoas com a melhoria da qualidade ambiental é preciso, em primeiro lugar, que elas se percebam como parte integrante deste processo, tendo acesso a conhecimentos básicos sobre meio ambiente que as auxiliem na identificação das principais fontes geradoras de impactos ambientais.
Ao motivar e capacitar as pessoas para a adoção de ações preventivas a Educação Ambiental tem-se revelado um importante instrumento da Gestão Ambiental, permitindo que as pessoas conheçam, compreendam e participem das atividades de gestão ambiental, assumindo postura pró-ativa em relação à problemática ambiental.
Dentro da perspectiva de otimizar seus investimentos e de se manter dentro dos padrões ambientais exigidos pela sociedade e pelo mercado, algumas empresas estão implantando programas de Educação Ambiental como instrumentos do seu Sistema de Gestão Ambiental.
Para que as empresas obtenham o compromisso dos empregados com a gestão ambiental é necessário que ela disponibilize, além de recursos e equipamentos de controle ambiental, conhecimentos básicos sobre meio ambiente e gestão ambiental, auxiliando-os na identificação e controle das principais fontes geradoras de impactos ambientais da sua atividade.
Neste sentido, para que a educação ambiental se transforme em um instrumento eficiente da gestão ambiental é necessário que as atividades propostas estejam sintonizadas com a cultura da empresa e potencializem os aspectos positivos desta cultura.
Concebidos desta forma, esses programas permitem às empresas alcançar bons resultados, pois incentivam os empregados a agir de forma preventiva, identificando, controlando e minimizando os impactos ambientais da sua atividade.

José Lindomar Alves Lima é Prof. do Curso de Educação Ambiental para Gestores do Meio Ambiente do NIEAD/UFRJ

Quantas vezes você usa o seu jeans antes de lavar?

Costumamos mandar com frequência nossas roupas para lavar, uma calça jeans por exemplo, acredito que não passe de quatro ou cinco usadas atéretornar para a máquina de lavar. Pensando nisso o estudante canadense Josh Le, da a universidade de Alberta, no Canadá,  acaba de desmistificar a ideia de que os jeans precisam ser lavados depois de pouco uso.
O estudante fez uma experiência onde usou a mesma calça jeans durante 15 meses e uma semana, sem mandá-la uma única vez para a lavanderia. Depois de todo este tempo cultivando sujeira, Le submeteu a calça a uma contagem bacteriana. O resultado foi surpreendente.
“Esperava encontrar bactérias associadas ao intestino grosso, mas me surpreendi com a sua total ausência. Havia apenas bactéria de pele da mais comum”, disse Rachel McQueen, professora de Le e pesquisadora da relação entre odores e o aparecimento de microorganismos em tecidos.
Segundo McQueen, os níveis de bactérias no jeans foram semelhantes pós-lavagem e pré-lavagem. Sem contar que as bactérias encontradas foram transferidas para a roupa pelo próprio Le. Por isso, não oferecem risco à saúde do estudante (exceto se houver cortes ou arranhões na pele).
Uma ótima notícia para o planeta, afinal aumentar o tempo de uso das roupas entre as lavagens promove a economia de água em grandes volumes. Bom para o meio ambiente, bom para o seu bolso!

Fonte: Ambiente Brasil

quarta-feira, 23 de março de 2011

Secas na Amazônia liberam gigantescas quantidades de CO²

Os cientistas estão assombrados. Uma seca tão intensa só se produz na Amazônia uma vez a cada 100 anos, mas as condições do clima mudaram. Os registros indicam que se produziram duas secas de grande magnitude, a primeira em 2005 e a segunda em 2010; esta última, inclusive, mais intensa e extensa que a primeira. A floresta é um “pulmão” que processa CO2, mas quando ocorrem eventos como estes, liberam quantidades gigantescas de dióxido de carbono na atmosfera.
Durante uma seca severa, as árvores morrem e liberam uma grande quantidade de CO2 durante o processo de putrefação. Adicionalmente, os rios tem seus leitos drasticamente reduzidos, aumentando o risco de incêndios florestais que liberam ainda mais dióxido de carbono no ar.
Milhões de toneladas de CO2
Um estudo realizado pelo Dr. Simon Lewis, da Universidade de Leeds, em colaboração a especialistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), indica que durante a seca de 2005, foram liberados na atmosfera cerca de 5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono como consequência da seca. Como referência é possível mencionar que nos Estados Unidos foram emitidos 5,4 bilhões de toneladas de CO2 durante o ano de 2009. Ainda não se estimou a magnitude da contaminação gerada pela seca de 2010, mas se calcula que o impacto será maior que o de 2005.
Registro de anomalias em outubro de 2010
Lewis não oculta sua preocupação sobre o tema: “ter dois eventos deste tamanho num período de tempo tão curto é extremamente incomum, mas, infelizmente concorda com os modelos climáticos que preveem um futuro sombrio para a Amazônia”. Ao aumentar a frequência e magnitude da seca pode-se chegar a um ponto que irá destruir o ecossistema. “Todos os ecossistemas têm um ponto onde não há mais retorno”, explica Oliver Philips, professor de ecologia tropical na Universidade de Leeds, ressaltando que “o mais preocupante é que há partes da Amazônia que estão muito próximas deste limite”.
Ainda que nas cidades da região, as pessoas não se vejam afetadas neste momento pelo fenômeno natural, as consequências em médio e longo prazo poderiam ser catastróficas. As regiões afetadas pela seca já experimentaram similares em anos anteriores, mas tanto a população local como os cientistas que pesquisam o fenômeno indicam que as secas estão se intensificando e aumentando sua frequência.
É preciso ter em conta que os países que emitem maior quantidade de CO2 são os Estados Unidos e a China, se a quantidade de secas severas aumentar na Amazônia, este território se transformará em uma importante fonte de emissão de gases de efeito estufa, acelerando o processo de aquecimento global.
A seca em imagens
Na imagem registrada pelo sistema da Universidade Global de Londres (UGL) e publicada pelo blog Climateprogress.com, no dia 16 de outubro de 2010 foi possível observar como uma “seca excepcional” afeta grande parte da selva do Peru e quase todo o curso do Rio Amazonas no Brasil. Ao registro de uma imagem atualizada em 16 de fevereiro de 2011, pode-se observar a seca sobre uma extensa área próxima ao rio.
As previsões globais não são reconfortantes. De acordo com uma simulação desenvolvida pela University Corporation for Atmospheric Research (UCAR), onde se projetam as possíveis secas a serem registradas no mundo entre 2000 e 2098, é possível observar como as secas tornar-se-ão muito mais frequentes e intensas nas próximas décadas.

terça-feira, 22 de março de 2011

22 de Março - Dia Mundial da Água

História do Dia Mundial da Água
O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.